Violência urbana assusta Rio de Janeiro

Uma nova onda de crimes anda assolando a cidade do Cristo RedentorNa tarde deste último domingo (20), nas areias da praia de Copacabana, mais um exemplo de violência urbana demostrou as ações de criminosos no município da região sudeste. O grupo, formado por dezenas de jovens, sendo a maioria menor de idade, aproveitaram o forte calor e o grande acúmulo de pessoas em um mesmo local, para praticarem diversas práticas de roubo.

Arrastões preocupam frequentadores de praias no Rio de Janeiro (Crédito – Valterio.com)

O recente fato ocorrido na capital do Rio de Janeiro é o reflexo da atual imagem de insegurança no país, preferencialmente na região Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro), onde se concentra o maior número de facções criminosas do Brasil.

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De acordo com a Polícia Militar, este tipo de arrastão acontece desde a década de 1990, com casos registrados frequentemente na capital carioca. Entretanto, especialistas e funcionários da segurança pública confessam que a eventualidade ainda é um grande desafio até os dias de hoje.

Além da violência causada pelos jovens infratores (a maioria vindo de bairros da zona norte, que se deslocam para a região mais turística e valorizada da cidade), os moradores da zona sul que estavam completamente indignados com o cenário de insegurança, se reuniram no mesmo dia para reagirem por conta própria. Muitos adolescentes foram agredidos fisicamente por pessoas comuns que fizeram justiça com as próprias mãos.

Insegurança preocupa nova geração

Dados divulgados pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais mostra que em 2010 36.792 pessoas foram mortas por armas de fogo em situações de homicídio. Em comparação com o ano de 1980, esse número foi de 6.104.

Outra pesquisa, feita agora pela Rede Nossa São Paulo e Ibope, mostra que de 805 jovens entrevistados, em idades de 10 e 17 anos, 61% disseram temer situações de assalto e roubo. Outros 56% comentaram o receio de violência em geral.

“Morei dois anos na Comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, e o motivo da minha família ter saído de lá foi por sofrer ameaças. A situação se tornou tão grave que acontecia venda de drogas na porta de nossa casa”, comentou Fernando Cortês, de 30 anos e morador da cidade de São Paulo.

Paloma Soares, de 20 anos, ressaltou o medo de caminhar nas ruas de São Paulo. “Não sinto segurança andando na cidade de São Paulo, pois já fui assaltada duas vezes, perdendo celulares e sofrendo ameaça”, disse Paloma.

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