Brasil fecha agosto com aumento de pessoas desempregadas

Crise econômica afeta geração de empregos no país

A taxa de desemprego no Brasil atingiu em agosto sua maior marca desde 2009. Cerca de 7,6% estavam sem trabalho, ou seja, 1,9 milhões, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Há seis anos atrás, a marca tinha sido de 8,1%.

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Criação de empregos despenca principalmente na grande São Paulo (Crédito – Divulgação)

O estudo do IBGE ainda mostrou que a taxa de 7,6% aumentou cerca de 52% em comparação com o mês de agosto do ano passado, que era de 5%. Outro indicativo mostra que é o 8° mês seguido que o número de desemprego continua a crescer. Já o PIB (Produto Interno Bruto) deve encolher 2,7% neste ano, desacelerando ainda mais a formação de trabalhos no país.

Seguro-desemprego e o empreendedorismo

Desemprego na Inglaterra tem menor nível desde 2007

Crise conduz a criação de micro-negócios

Parte deste reflexo da má situação econômica do Brasil já pode ser vista. O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados anunciou que foram perdidos 86.543 postos de trabalho no mês de agosto.

Na capital de São Paulo, a expectativa é de desemprego próximo de 14% até o final do ano, afirmou o Dieese (Departamento Internacional de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Os dados oficiais são de 1,514 milhões de pessoas desempregadas em julho deste ano. Em comparação com setembro de 2014 – 1,169 milhões, o número cresceu 29,5%.

Marília Tereza, moradora da cidade há 16 anos, comentou sobre a dificuldade encontrada atualmente na busca de trabalho. “Você pode ver por ai que a crise está afetando todas as áreas. E quando lemos os jornais, as previsões não são nada animadoras”, disse Marília.

Dólar e a crise

A alta do Dólar, que atingiu seu maior valor da história, traz problemas para a geração de vagas, principalmente nos setores de combustíveis e lubrificantes. Nestes segmentos, foram criados 6.600 postos de trabalho, um aumento de apenas 1,8% nos últimos 12 meses. Os dados foram informados pelo CNC (Confederação Nacional de Comércio, Bens e Serviços).

O Dólar fechou a última sexta-feira em R$ 3,9757. Na terça-feira da mesma semana, sua marca foi de R$ 4,1461, sua cotação recorde.

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Violência urbana assusta Rio de Janeiro

Uma nova onda de crimes anda assolando a cidade do Cristo RedentorNa tarde deste último domingo (20), nas areias da praia de Copacabana, mais um exemplo de violência urbana demostrou as ações de criminosos no município da região sudeste. O grupo, formado por dezenas de jovens, sendo a maioria menor de idade, aproveitaram o forte calor e o grande acúmulo de pessoas em um mesmo local, para praticarem diversas práticas de roubo.

Arrastões preocupam frequentadores de praias no Rio de Janeiro (Crédito – Valterio.com)

O recente fato ocorrido na capital do Rio de Janeiro é o reflexo da atual imagem de insegurança no país, preferencialmente na região Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro), onde se concentra o maior número de facções criminosas do Brasil.

Arrastões fazem autoridades repensar segurança no Rock in Rio

Eduardo Paes comenta sobre onda de arrastões

De acordo com a Polícia Militar, este tipo de arrastão acontece desde a década de 1990, com casos registrados frequentemente na capital carioca. Entretanto, especialistas e funcionários da segurança pública confessam que a eventualidade ainda é um grande desafio até os dias de hoje.

Além da violência causada pelos jovens infratores (a maioria vindo de bairros da zona norte, que se deslocam para a região mais turística e valorizada da cidade), os moradores da zona sul que estavam completamente indignados com o cenário de insegurança, se reuniram no mesmo dia para reagirem por conta própria. Muitos adolescentes foram agredidos fisicamente por pessoas comuns que fizeram justiça com as próprias mãos.

Insegurança preocupa nova geração

Dados divulgados pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais mostra que em 2010 36.792 pessoas foram mortas por armas de fogo em situações de homicídio. Em comparação com o ano de 1980, esse número foi de 6.104.

Outra pesquisa, feita agora pela Rede Nossa São Paulo e Ibope, mostra que de 805 jovens entrevistados, em idades de 10 e 17 anos, 61% disseram temer situações de assalto e roubo. Outros 56% comentaram o receio de violência em geral.

“Morei dois anos na Comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, e o motivo da minha família ter saído de lá foi por sofrer ameaças. A situação se tornou tão grave que acontecia venda de drogas na porta de nossa casa”, comentou Fernando Cortês, de 30 anos e morador da cidade de São Paulo.

Paloma Soares, de 20 anos, ressaltou o medo de caminhar nas ruas de São Paulo. “Não sinto segurança andando na cidade de São Paulo, pois já fui assaltada duas vezes, perdendo celulares e sofrendo ameaça”, disse Paloma.

Dezenas de pessoas são executadas pelo Estado Islâmico

Segundos dados do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, 91 pessoas, sendo 31 delas civis, foram executadas pelo grupo islâmico Jihadista na Síria.

Detido hacker ligado ao Estado Islâmico

A participação dos Estados Unidos no conflito

Forças iraquianas lançam ampla ofensiva contra o Estado Islâmico

Todos os assassinatos ocorreram entre os dias 29 de julho e 29 de agosto, de 2015, totalizando um mês, acontecendo nas áreas que estão sob controle dos extremistas, localizado em território sírio.

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Mias de 3000 pessoas foram mortas pelos ataques do EI na Síria

A partir dos relatos, o número de pessoas executadas pelos terroristas dentro do país, subiu para 3.156, sendo 1.841 vítimas civis.

Os motivos alegados pelos grupo terrorista islâmico para o massacre, seria a prática de feitiçaria, homossexualismo e participação de frentes ofensivas dos Estados Unidos.

Os ataques na Síria se iniciaram após a proclamação do “Califado”, feito pelo próprio EI (Estado Islâmico) em junho de 2014, abrigando territórios da Síria e do Iraque.

Participação do Brasil

Devido aos acontecimentos noticiados, entra em debate a intervenção de outros países no conflito. Os Estados Unidos, por exemplo, é um dos países que mantém militares em operações nas áreas de combate.

Em contra partida, é discutido a participação do Brasil no confronto. Para Roney Themiski, estudante de Rádio e Tv, isto não deveria acontecer, pois “O Brasil está passando por dificuldades econômicas e encontra uma série de problemas sócio-políticas. Uma possível intervenção acarretaria não só em uma crise interna, mas em dificuldades diplomáticas externas, resultando no aumento da fragilidade do país no cenário internacional”.

Corinthians ainda não é campeão brasileiro – e nem o Vasco está rebaixado

Há um costume na mídia esportiva brasileira de criar heróis e fantasmas antes mesmo do desfecho de suas histórias e circunstâncias. Atualmente, no papel de protagonista salvador, o Corinthians, com sua redenção após a eliminação na Libertadores e a debandada dos ídolos Émerson Sheik e Guerrero. E o perdido, condenado sem atenuante à temida Série B, o Vasco.

Tabela atualizada

Site oficial da CBF

Corinthians vence Goiás e mantém liderança do Brasileirão

Para apoiar estes indícios, surgidos de deliberações tão sutis quantos as emoções daqueles que o produzem, surgem os matemáticos, com suas contas e probabilidades que afugentam qualquer possibilidade de uma reviravolta na trama que torcedores apaixonados acompanham tão freneticamente.

Não, o Corinthians ainda não é campeão brasileiro. Nem a diferença de sete pontos o torna mais digno de alcançar esta preposição. O que transforma o Corinthians em favorito – diferente de “já virtual” – é sua regularidade, sua capacidade de ganhar quando não está desfalcado, ou em partidas com rendimento técnico inferior ao estimado. Jogadores entram e sai do time, e a equipe do Parque São Jorge continua competitiva. Mas isto apenas é um condicionamento, como o próprio técnico Adenor Bachi enfatiza em seu discurso, é uma equipe em construção, que no inicio da competição não era estimada para a consagração do titulo.

Assim como o Vasco, que pode se recuperar ainda na competição. Têm jogadores, camisa e força para isso.

O futebol é uma surpresa. Um jogo decidido por detalhes. Não vive de achismo, nem de perspectivas e nem de eloquências. Vive de gols, planejamento, preparo, e principalmente, do apito final, para decidir quem levanta a taça.